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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vale avança em projetos na área de aço

Investimentos somam R$ 33 bilhões e a maior parte da produção irá para o mercado externo


Valor Econômico - 14/04/2010
Diogo de Hollanda

Com a perspectiva de contribuir para um aumento relevante na capacidade nacional de produção de aço, os projetos siderúrgicos da Vale começam a sair do papel. É o caso da usina ThyssenKrupp CSA, no Rio de Janeiro, com participação de 26,87% da mineradora, que deverá começar a operar em junho. Além dele, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, parceria com a coreana Dongkuk, começou os trabalhos de terraplenagem em dezembro e a Aços Laminados do Pará (Alpa), desenvolvida individualmente pela Vale no município paraense de Marabá, já obteve licença prévia e espera dar início às obras também em junho. As inaugurações estão previstas para 2013 (Alpa) e 2014 (CSP).

Em fase mais preliminar está a Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), no Espírito Santo, que ainda não concluiu a compra de terrenos e pode ter de postergar o início das operações para depois de 2014. De acordo com a Vale, os quatro projetos poderão aumentar em 50% a capacidade de produção de aço do país. O investimento total previsto para os empreendimentos - incluindo o montante a ser aportado pelos sócios - é de aproximadamente R$ 33 bilhões.

Segundo o diretor de siderurgia da empresa, Aristides Corbellini, os investimentos em aço da Vale estão inseridos em uma estratégia de longo prazo. "O objetivo é desenvolver o setor no Brasil e, dessa forma, agregar valor ao minério e gerar riqueza e desenvolvimento em vários Estados", define. De acordo com o executivo, o posicionamento anterior da companhia, de ter participações minoritárias e temporárias, foi revisto em 2008 devido a uma mudança na percepção do negócio. "A siderurgia é uma opção interessante como investimento e - principalmente no Brasil - um excelente negócio", afirma, destacando, por exemplo, a boa média de retorno aos acionistas proporcionado pelos projetos siderúrgicos brasileiros nos últimos dez anos.

Diferentemente dos outros três empreendimentos, em que atua ou pretende atuar com participações minoritárias, a Vale resolveu tocar sozinha a construção da Alpa. A decisão se deu pelo fato de a companhia considerar o projeto estratégico - porque promoverá a integração com a California Steel, da qual detém 50% - e por avaliar que, na etapa de desenvolvimento, a localização da usina poderia inibir empresas sem experiência na região Norte. Segundo Corbellini, a Vale só começará a pensar em sócios quando a planta estiver em operação.

Já na CSU, embora por enquanto esteja sozinha, a empresa pretende buscar um sócio majoritário logo após adquirir o licenciamento ambiental, o que espera ocorrer ainda este ano. "Já está de bom tamanho", justifica Corbellini, referindo-se ao esforço que será feito pela companhia no conjunto de projetos. Segundo ele, três empresas manifestaram interesse em associar-se à Vale na usina de Ubu, que vai produzir 5 milhões de toneladas por ano e demandará um investimento de aproximadamente R$ 8 bilhões.

Na CSP, no Ceará - que produzirá 3 milhões de toneladas por ano e tem investimentos previstos de R$ 7,6 bilhões -, a empresa participa com 49%, frente aos 51% da Dongkuk. Mas "essas participações podem variar", observa Corbellini, lembrando que "às vezes surgem necessidades de mudanças no desenvolvimento do projeto". Foi o que ocorreu no ano passado, quando a Vale aumentou de 10% para 26,87% sua fatia na ThyssenKrupp CSA devido às dificuldades que a crise econômica impôs aos negócios da empresa alemã na Europa.

Com exceção da Alpa, que destinará cerca de 30% da produção à laminação e posterior venda no mercado doméstico - em parceria com a Aço Cearense -, todos os projetos serão inteiramente voltados para a exportação. Os quatro empreendimentos seguem a mesma lógica: com a remessa de placas, as usinas brasileiras promoverão a integração vertical com outras plantas do mundo.

No caso da ThyssenKrupp CSA, que produzirá 5 milhões de toneladas por ano, a integração se dará com uma unidade que a empresa alemã está erguendo no Estado do Alabama (EUA). Na CSP, com as instalações da Dongkuk na Coreia, é a maior compradora de placas do mundo. E, na Alpa, o percentual da produção exportada (cerca de 70% das 2,5 milhões de toneladas anuais) irá principalmente para a California Steel, usina instalada na cidade de Fontana (EUA) na qual a Vale detém, desde 1984, participação de 50%, e foi seu primeiro investimento no setor siderúrgico (a outra sócia é a japonesa JFE). A perspectiva é de que a CSU siga a mesma lógica e tenha como sócio uma siderúrgica não-integrada - ou seja, que não compre minério de ferro e sim as placas de aço.

Todos os projetos incluem contratos de longo prazo de compra de minério da Vale, que geralmente vão de 12 a 15 anos. Corbellini observa que este item é vantajoso não apenas para a mineradora, mas também para os sócios. "Hoje em dia, o minério está se tornando escasso, principalmente na qualidade dos minérios da Vale", diz.

O diretor da Vale nega que o cronograma de investimentos da empresa em siderurgia tenha sofrido atrasos. Ele cita o exemplo da ThyssenKrupp CSA, da qual foi presidente, para frisar que - não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro -, os projetos siderúrgicos têm longa maturação. "A CSA, que vai iniciar a operação em junho, começou a ser discutida seis anos atrás, em 2004, e a pedra fundamental foi lançada em setembro de 2006, quando já tinham se passado quase 30 meses desde o começo das conversas", lembra. "O cronograma rígido é quando está na implantação. Na concepção, não", acrescenta.







Pão de Açúcar cai 5% sem Casas Bahia


Valor Econômico - 14/04/2010 .
Daniele Camba


Uma das maiores fusões do varejo - entre o Pão de Açúcar e a Casas Bahia - parece ter feito água, pelo menos por enquanto, após a família Klein querer rever alguns pontos do negócio. As ações do Pão de Açúcar acusaram o golpe. As preferenciais (PN, sem voto) caíram 4,97%, a maior queda do Ibovespa, que fechou em alta de 0,25%, aos 70.792 pontos.


O fato relevante divulgado ontem pelo Pão de Açúcar deixa claro como as duas famílias (os Klein e os Diniz) estão pensando de forma totalmente diferente, o que mostra que a briga deve ser boa. Num comunicado bastante sucinto, principalmente em se tratando de um negócio complexo, com muitos destaques, as administrações do Pão de Açúcar e da Globex afirmam que "consideram que o Acordo de Associação celebrado é válido e perfeitamente eficaz, tendo se manifestado no sentido de continuar em discussões com vistas a um entendimento de forma a assegurar a implementação da Associação." Para os analistas, em outras palavras, o Pão de Açúcar disse que não vê problemas nos termos da operação, portanto, não está aberto a rediscuti-los.

Do outro lado está a família Klein, que se mostra irredutível em voltar a discutir alguns detalhes do negócio. A insatisfação por parte deles seria tamanha que, comenta-se no mercado, antes de concordarem em voltar a discutir com os Diniz, eles tinham a intenção de romper o acordo de uma vez por todas.

Em relatórios divulgados ontem, os analistas mostraram a preocupação caso o negócio não se realize. A analista da Ativa Corretora Juliana Campos disse que uma possível alteração do acordo a favor dos Klein ou até o cancelamento seriam negativos ao Pão de Açúcar.

Pelas suas contas, o fracasso do negócio reduziria o preço-alvo para as ações do Pão de Açúcar de R$ 83,45 em dezembro de 2010 para R$ 69,19, ou seja, diminuindo o potencial de alta ante o fechamento de ontem, aos R$ 59,15, de 41,08% para 16,97%, um tombo e tanto. Com essas incertezas, a analista prefere trabalhar com a possibilidade do negócio não sair, reduzindo a recomendação para as preferenciais séria A do Pão de Açúcar de compra para neutra. Enquanto não surgem novas informações, a corretora também preferiu retirar os papéis da companhia de sua carteira recomendada.

Na dúvida de como será o desfecho da briga, muito investidor também preferiu ser o mais conservador possível e trabalhar com a hipótese de fracasso da fusão. Prova disso é que as ações do Pão de Açúcar caíram bastante e com um bom volume. Elas negociaram R$ 216,5 milhões, atrás apenas das PN da Petrobras, da Vale e das ordinárias (ON, com voto) da OGX. Um gestor de fundos que prefere não se identificar afirma que vendeu ontem mesmo toda a posição que suas carteiras tinham no papel. O superintendente de renda variável da SulAmérica Investimentos, Ricardo Maeji, afirma que, apesar da parte operacional do Pão de Açúcar estar bem, ela acaba sendo ofuscada pelo impasse na operação. "Um negócio que antes dependia apenas da aprovação do Cade agora depende de um acordo entre as partes, o risco aumentou muito", diz ele.

No início da tarde de ontem, a OSX convocou investidores e acionistas para uma teleconferência que discutiria as licenças ambientais para seus projetos, segundo apurou a repórter Ana Paula Ragazzi. No entanto, menos do que discussões sobre a mais nova empresa do grupo X listada na Bovespa, a tele serviu mais para atiçar a curiosidade sobre as outras companhias, depois de o empresário Eike Batista afirmar que faria um anúncio importante para o grupo na manhã de hoje. Investidores logo associaram a informação à visita ao Brasil do presidente da China, Hu Jintao, e ficaram à espera de algum novo negócio entre Eike e os chineses. A MMX já tem como sócia a chinesa Wuhan. As ON da MMX subiram ontem 4,66%.

sábado, 3 de abril de 2010

Fundos: Um jeito inteligente de investir em imóveis

Fundos: Um jeito inteligente de investir em imóveis


Exame – 31/03/2010


João Sandrini,


Veja dez motivos para optar pelos fundos imobiliários ao invés de comprar um imóvel para depois alugá-lo

Shopping Pátio Higienópolis: fundo com valorização de 917% desde o lançamento



Muitos brasileiros já sabem que, para ficar sócio de uma empresa gigantesca como a Vale ou a Petrobras, basta comprar suas ações na BM&FBovespa. Ao fazer essa opção, o investidor torna-se sócio de uma companhia sólida e com enormes vantagens competitivas, ganha uma fonte de renda ao receber regularmente dividendos e juros sobre o capital próprio e, se tudo der certo, ainda obtém um retorno com a valorização das ações. O que muito pouca gente sabe é que, da mesma forma, também é possível investir em quotas de grandes empreendimentos imobiliários - como o shopping Higienópolis, em São Paulo - para faturar com as receitas de aluguel e a futura valorização do imóvel.

Esse tipo de investimento pode ser feito por meio dos fundos imobiliários. Trata-se, é verdade, de uma aplicação ainda pouco popular no Brasil. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), havia no começo de 2010 cerca de 5,6 bilhões de reais investidos em fundos imobiliários - contra mais de 300 bilhões de dólares nos Estados Unidos. A previsão de especialistas é que, com a queda das taxas de juros, esse número cresça exponencialmente no Brasil nos próximos anos. Para quem acha que já é hora de começar a retirar parte do patrimônio da segurança dos títulos públicos, especialistas dizem que há pelo menos dez vantagens em comprar quotas de fundos imobiliários ao invés de adquirir um imóvel para depois alugá-lo. Abaixo o Portal EXAME explica cada um desses benefícios:


1 - Incentivos tributários: Quando alguém aluga um imóvel, tem que pagar à Receita Federal até 27,5% do lucro obtido a título de Imposto de Renda. Já no fundo imobiliário, nenhum cotista será tributado desde que o fundo tenha mais de 50 pessoas físicas como investidores, nenhum deles possua mais de 10% do dinheiro aplicado no fundo e suas quotas sejam negociadas na Bovespa ou no mercado de balcão organizado. Como os administradores de fundos imobiliários sabem que aproveitar esse incentivo tributário ajuda a atrair investidores, todos os produtos oferecidos a pessoas físicas até hoje no Brasil se enquadravam nessas regras. Nesses fundos, só pagará 20% de IR uma empresa que compre quotas ou algum investidor que fique com mais de 10% dos papéis.


2 - Rentabilidade: "O fundo imobiliário tem uma rentabilidade bem interessante quando comparada à dos investimentos diretos em imóveis", diz Charles Ferraz, superintendente de investimentos do private bank do Itaú Unibanco. Alguns dos primeiros fundos brasileiros deram resultados extraordinários, como o do Shopping Higienópolis, administrado pela Rio Bravo. Esse fundo rendeu 917% entre seu lançamento em 1999 e janeiro de 2010, segundo Martim Fass, diretor de investimentos imobiliários da Rio Bravo. Cada quota do fundo valorizou-se de 100 reais para 335 reais. O restante dos ganhos foi obtido com a cobrança de aluguéis de lojas e outras receitas do shopping distribuídas aos quotistas. Mas também há casos em que o retorno decepcionou. Quem investiu no fundo imobiliário Continental Square Faria Lima no lançamento em 2000 teve suas quotas valorizadas de 1 real para apenas 1,12 real - portanto, muito abaixo da inflação. Em geral, porém, quem investe não se decepciona. Recentemente a RB Capital, empresa de investimentos no setor imobiliário formada por ex-executivos dos bancos Pactual e Garantia, lançou o fundo RB Capital Renda 1 com uma rentabilidade equivalente à inflação pelo IPCA mais 9,35% ao ano. Títulos públicos indexados à inflação (as NTN-B) pagavam, na mesma época, IPCA mais 6,5%. "Qualquer fundo imobiliário que pague ao menos 2 pontos percentuais de spread em relação aos títulos públicos indexados à inflação já começa a apresentar uma relação de risco e retorno interessante", diz Charles Ferraz, do Itaú Unibanco. Ele afirma, no entanto, que os fundos imobiliários devem ser utilizados como opção de diversificação. Dentro de uma carteira de 1 milhão de reais, por exemplo, seria interessante ter, no máximo, 10% aplicado em um fundo imobiliário.


3 - Liquidez: Para aproveitar a isenção de IR, todos os fundos imobiliários oferecidos a pessoas físicas no Brasil possuem quotas negociados na Bovespa ou no mercado de balcão organizado. O número de negócios com fundos imobiliários é bem menor do que o de ações de grandes empresas. Nenhum dos 32 fundos negociados no mercado secundário registra movimentações todos os dias. Ainda assim, a liquidez costuma ser bem maior do que a de uma casa ou apartamento. "É raro que alguém interessado em vender um pequeno número de quotas tenha de esperar mais de uma semana para encontrar um comprador", diz Sérgio Belleza, consultor para fundos imobiliários. O grande gargalo ao aumento da liquidez vem da própria estratégia dos investidores. A maioria deles costuma ficar sem negociar as quotas de fundo por vários anos porque trata a aplicação como uma espécie de plano de previdência - ou algo que vai lhe garantir uma fonte de renda após a aposentadoria.

4 - Facilidade para fechar negócio: Comprar um imóvel costuma ser bastante trabalhoso. É necessário conversar dezenas de vezes com corretores, gastar sola de sapato visitando imóveis e ter conhecimento do mercado para saber quando o preço pedido pelo vendedor é atrativo. Já os investimentos do fundo imobiliário são definidos pelo administrador, que, em geral, conta com uma equipe de profissionais especializados em encontrar boas oportunidades no setor. Entre as empresas que possuem um bom histórico na constituição de fundos imobiliários bastante rentáveis, estão a RB Capital, a Rio Bravo, a Ourinvest, a Coinvalores e o Credit Suisse Hedging-Griffo. Para comprar ou vender uma quota de um fundo, basta abrir uma conta em uma corretora de valores. Além de negociar ações, derivativos ou títulos públicos, boa parte delas também intermedeia negócios com quotas de fundos imobiliários. Segundo o consultor Sérgio Belleza, investidores experientes preferem comprar as quotas na época da constituição de um fundo porque muitas vezes é possível pagar um preço mais interessante. A distribuição das quotas exige um esforço de captação de recursos de investidores parecido com aquele feito pelas empresas em um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). Os fundos publicam um aviso ao mercado sobre as condições da distribuição, colocam o prospecto da oferta à disposição dos investidores e fazem um road show para tirar as dúvidas dos interessados. Segundo Marcelo Michaluá, diretor-executivo da RB Capital, é importante sempre ler o prospecto para avaliar se o gestor planeja investir em imóveis com as características desejadas. Se não houver nenhuma oferta inicial interessante no momento, o investidor também poderá comprar quotas no mercado secundário (Bovespa ou mercado de balcão organizado). As ordens de compra e venda das quotas podem ser registradas via home broker ou pelo telefone de boa parte das corretoras. A liquidação dos negócios acontece três dias depois de sua realização - assim como no mercado de ações. Nos casos de clientes de algum private bank, a transação é ainda mais fácil. Basta se aconselhar sobre o negócio com o funcionário responsável no banco que ele mesmo poderá auxiliá-lo posteriormente na aquisição das quotas.

5 - Diversificação: Ao comprar um fundo imobiliário, o investidor pode comprar vários imóveis. Desde 2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite que os fundos comprem também partes de empreendimentos, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário, CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) e FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) imobiliários, entre outros ativos. O mais comum ainda é que um fundo imobiliário destine todo seu dinheiro para a compra de um único imóvel já construído. Em geral, trata-se de um shopping center, edifício de escritórios comerciais, hotel, hospital, galpão ou centro de distribuição. No entanto, a mudança na legislação permitiu que começassem a surgir no mercado fundos com o capital diversificado entre vários bens. O risco é muito menor do que o de colocar todas as economias pessoais em apenas um imóvel para depois alugá-lo, já que, nesse caso, o proprietário do imóvel ficará sem nenhuma renda se houver vacância - e ainda terá de arcar com despesas como IPTU e condomínio.

6 - Baixa taxa de administração: A maior parte dos fundos imobiliários cobra uma taxa de até 0,5% ao ano dos quotistas. O percentual é baixo mesmo quando comparado ao de investimentos de pouco risco, como os fundos de renda fixa ou DI. A explicação está na natureza do investimento. A maior parte dos gestores não costuma mexer no portfólio de ativos existentes num fundo imobiliário. Ao contrário do que acontece no mercado de ações, dificilmente o gestor vai se desfazer de um imóvel para investir em outro a todo momento. "Não é uma gestão ativa", diz Marcelo Michaluá, da RB Capital. Por isso, o gestor concorda em receber taxas baixas pelo serviço.

7 - Menos burocracia: Todos os fundos imobiliários brasileiros são regulados pela CVM, que se encarrega de fiscalizar a atuação do gestor e pode puni-lo em caso de mau cumprimento de suas funções, Já ao comprar um imóvel, o investidor terá de arcar com o custo da transferência do bem para o seu nome. Com exceção dos contratos de gaveta, que implicam em um risco para o investidor, as transações de compra dos imóveis são registradas em cartório. A escritura que vai comprovar a realização da transação costuma levar alguns dias para ficar pronta. Além disso, o proprietário terá que pagar um imposto municipal pela transferência do bem, o ITBI. Quando quiser se desfazer do imóvel, muito provavelmente vai arcar com uma comissão de 6% de seu valor que será paga ao corretor que conseguiu vendê-lo. Além dos custos, o comprador de um imóvel também terá de tomar uma série de cuidados com a documentação e o estado de conservação. Será necessário fazer consultas para descobrir se o imóvel não está penhorado e se não tem dívidas de condomínio ou IPTU, por exemplo. Em caso de casas, sempre é bom contratar um especialista para verificar a existência de possíveis vazamentos ou rachaduras. Por último, pode ser necessário contratar um seguro para garantir que o investimento feito não seja perdido em uma tragédia. A única desvantagem do fundo imobiliário é psicológica. O investidor não terá a escritura do imóvel guardada em sua casa, mas apenas um comprovante da aquisição das quotas.

8 - Baixa volatilidade: O investimento em imóveis pressupõe um risco pequeno de perder de dinheiro. Caso a economia brasileira não apresente um bom desempenho nos próximos anos, é provável que o preço dos imóveis tenha um crescimento pífio - ou até mesmo nulo. Mas a chance de que os imóveis registrem forte desvalorização é muito pequena. Segundo um administrador de fundos imobiliários que pediu para não ser identificado, as quotas tiveram uma desvalorização média de 3% durante a crise iniciada em 2008. No mesmo período considerado, a queda do Ibovespa chegou a 60%.

9 - Investimento inicial baixo: Se alguém tiver 100.000 reais e quiser comprar um imóvel em São Paulo, muito dificilmente poderá adquirir um bem de primeira linha. No entanto, ao comprar quotas de um fundo imobiliário, o investidor terá a chance de adquirir um dos melhores imóveis de uma grande metrópole brasileira. Em geral, o investimento mínimo nos fundos voltados para pessoas físicas é de 5.000 ou 10.000 reais. No entanto, já houve fundos imobiliários oferecidos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil que tinham um investimento mínimo de apenas 1.000 reais.

10 - Flexibilidade: Com um fundo imobiliário, é muito mais fácil de encontrar um imóvel adequado a seu perfil. Uma pessoa que investiu todo seu patrimônio na compra de uma casa de 500.000 reais, por exemplo, terá de vendê-la se precisar de 100.000 reais para pagar as despesas médicas do filho sem tomar um empréstimo. Caso tivesse investido em um fundo imobiliário, no entanto, essa mesma pessoa poderia vender apenas as quotas suficientes para arcar com as despesas emergenciais. Outra vantagem está em casos de herança. "É muito mais fácil simplesmente distribuir as quotas entre os herdeiros para que cada um possa decidir o que fazer do que ter de definir o futuro de um imóvel em conjunto com toda a família", diz Eduardo M. Gentil, da Trust Gestão Patrimonial. Esses fundos também se adéquam bem a diferentes perfis de investidores do setor imobiliário. Pessoas físicas em geral preferem investir em shopping centers porque veem com um certo charme a possibilidade de ser donos de parte desses empreendimentos. Também enxergam neles a chance de ter uma renda continuadamente maior, já que as vendas dos shoppings costumam crescer mais rápido do que a do varejo em geral. Shoppings e hotéis, no entanto, não distribuem rendimentos uniformes. Os shoppings vendem mais no Natal e pagam aluguéis mais polpudos nessa época. Já os hotéis vão muito bem na alta temporada turística. Os fundos que investem em escritórios comerciais ou galpões, por sua vez, costumam ser os mais regulares na distribuição da renda com o aluguel e atrair os investidores mais conservadores.

terça-feira, 30 de março de 2010

Bancos brasileiros são os mais rentáveis das Américas, diz consultoria


BB lidera, com rentabilidade sobre o patrimônio de 34,74%.

Bancos dos EUA, no entanto, tiveram lucro líquido maior.

Do G1, em São Paulo

Os bancos brasileiros registraram a maior rentabilidade entre os 20 maiores em ativos da América Latina e dos Estados Unidos no ano passado, segundo levantamento da consultoria Economatica. No ranking, que considera a rentabilidade sobre patrimônio líquido (ROE), o Banco do Brasil aparece na primeira colocação, com ROE médio de 34,74%.


As duas posições seguintes também são de bancos brasileiros: Itaú-Unibanco (24,19%) e Bradesco (23,82%). Os norte-americanos Goldman Sachs (19,82%) e American Express (16,23%) completam os cinco primeiros lugares.

Em lucratividade, no entanto, os bancos dos Estados Unidos lideram: no ano passado, o Goldman Sachs teve o melhor resultado neste item, com ganho líquido de US$ 13,38 bilhões, seguido pelo Wells Fargo (US$ 12,27 bilhões), JP Morgan Chase (US$ 11,72 bilhões) e Bank of America (US$ 6,27 bilhões).

Os três maiores bancos brasileiros ocupam da 5ª à 7ª posições: Banco do Brasil (US$ 5,28 bilhões), Itaú-Unibanco (US$ 5,78 bilhões) e Bradesco (US$ 4,6 bilhões).




sexta-feira, 26 de março de 2010

O mercado de luxo no Brasil

Este ano, a cada 35 dias, um brasileiro deve comprar uma Ferrari. Não é, necessariamente, o mesmo consumidor que visitará as lojas DVF de Diane Von Furstenberg, Burberry, CH Carolina Herrera e Aston Martin, que serão inauguradas ainda no primeiro semestre, ou as novas butiques da Louis Vuitton e da Cartier. O cliente do mercado de luxo vai usar muito seu cartão de crédito. Com um gasto médio de quase R$ 3,5 mil por compra, o consumidor brasileiro do mercado de luxo deve impulsionar em até 50% as vendas de dezenas de marcas – consolidando 2010 como o melhor ano para o luxo no país.

No ano passado, mesmo sob o efeito da crise financeira mundial, o universo do luxo faturou em torno de US$ 6,45 bilhões no Brasil, 8% a mais do que os US$ 5,99 bilhões registrados em 2008, segundo o último estudo da empresa de pesquisas GfK Brasil em parceria com MCF Consultoria, especializada na área. Em 2009, o Brasil assistiu à chegada das grifes Hermès, Missoni, Christian Louboutin, Bentley, Lamborghini e Bugatti, que investiram juntas US$ 830 milhões. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no mesmo ano, as vendas de veículos importados passaram de 370.937 para 485.428 carros, um avanço de 30,9%.
“Crescemos muito mais do que o mercado de automóveis como um todo, até porque as classes A, AA e AAA são menos afetadas na postura de compra do que outras classes”, diz Thiago Lemes, gerente de Produto Importação da Audi no Brasil. A empresa, que lançou no ano passado o modelo R8 V10 esportivo, vendeu quatro unidades logo na primeira semana, por cerca de R$ 696 mil cada um.

O valor dos importados de luxo, sejam carros, relógios, joias ou sapatos, sofre tributação superior a 100%. Mas isso parece não ter sido empecilho para as empresas. A Jaguar, por exemplo, que detém além da própria marca, a Land Rover, espera um crescimento de 73% este ano, o equivalente à venda de 6 mil unidades. Além disso, o crescimento econômico também favorece as marcas de luxo.
“Com um cenário positivo, mais gente se interessa por comprar um carro de luxo”, diz John Peart, presidente da Jaguar na América Latina. O raciocínio também é acompanhado pela Aston Martin, marca britânica muito associada às máquinas dos filmes de James Bond. A partir de maio, a marca terá uma loja em São Paulo. Outro grupo de luxo que se prepara para aportar por aqui é o Gucci, ao qual pertencem as marcas Yves Saint Laurent e Bottega Veneta. Além da Ásia, a marca pretende expandir operações na América Latina, com ênfase em três países: México, Brasil e Chile. Ainda há espaço para crescer no país. Relatório do banco Merrill Lynch, publicado em junho do ano passado, mostra que existem hoje no Brasil 131 mil pessoas com investimentos de pelo menos US$ 1 milhão. Em 2009, o país ultrapassou a Austrália e a Espanha no número de milionários, tornando-se a décima nação em contas bancárias com mais de seis zeros. Pelos cálculos da revista Forbes, que publica anualmente um ranking com os mais ricos do mundo, o Brasil também nunca teve tantos bilionários: são 18 na lista e, pela primeira vez, um deles, o empresário Eike Batista, ficou entre os dez primeiros, mais precisamente na oitava posição.


O mercado imobiliário também vive um bom momento. As construtoras apostam em lançamentos de altíssimo padrão. Pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em inglês) colocou o país em segundo lugar como melhor destino para investimentos no setor em 2009. A indicação para 2010 se mantém, já que o setor voltou a se aquecer no final do ano passado.
A empresa hoteleira Four Seasons anunciou que já está negociando com investidores brasileiros e internacionais parcerias para a construção de até três hotéis da rede no país – um deles possivelmente no Rio de Janeiro até 2014, quando será realizada a Copa do Mundo do Brasil. O grupo LVHM, controlador de marcas de luxo como Louis Vuitton, é outro que tem planos de abrir aqui um hotel de luxo. Céline Kay, diretora do primeiro hotel do grupo no mundo, afirmou que o modelo de negócio da companhia terá uma boa aceitação no Brasil. Louis Vuitton, Four Seasons e companhia estão de olho nos brasileiros capazes de gastar mais de R$ 30 mil em uma bolsa ou R$ 5 milhões num imóvel.
“O Brasil está em evidência”, afirma Veronique Claverie, diretora de Marketing e Operações da Cartier do Brasil. Segundo ela, o mercado internacional vive um momento em que há interesse em iniciar ou expandir atividades no país. “O Brasil teve um desempenho incrível no ano passado. E quando o consumidor está confiante, ele consome mais.”




terça-feira, 29 de dezembro de 2009

BOLSAS DE ESTUDO E DE PESQUISA

INSTITUIÇÕES QUE OFERECEM BOLSAS DE ESTUDO E DE PESQUISA




Pessoas que desejam estudar em cursos de educação superiores de qualidade, ou realizar pesquisas acadêmicas, podem pleitear bolsas de estudo ou de pesquisa que são concedidas por diversas entidades nacionais ou internacionais. Coloca-se infra um pequeno leque de instituições onde estudantes e pesquisadores podem se candidatar:



• AGÊNCIA ESPANHOLA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL - AECID:

Concessão de bolsas de até dois anos, de mestrado e doutorado na Espanha.

www.aeci.es

www.becasmae.es



• ALEXANDER VON HUMBOLDT FOUNDATION - AvH:

Bolsas oferecidas para pesquisadores estrangeiros (pós-doutorado) na Alemanha, em diversas áreas, principalmente em ciências humanas, saúde e ambiente.

www.humboldt-foundation.de

www.avh.de



• AMERICAN ASSOCIATION OF UNIVERSITY WOMEN - AAUW:

Concessão de bolsas para programas de pesquisa, mestrado, doutorado e pós-doutorado nos EUA para mulheres não-estadunidenses e que não residam no país.

www.aauw.org



• BOLSAS LEMANN:

Programa de bolsas esportivas para estudantes estrangeiros que queiram estudar nos Estados Unidos, jogando tênis pelas universidades de lá.

www.tennisview.com.br



• CENTRE FOR INTERNATIONAL MOBILITY - CIMO:

Concessão de bolsas para jovens pesquisadores e estudantes de pós-graduação em universidades finlandesas.

www.cimo.fi



• CENTRO FRANCO-BRASILEIRO DE DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA E CIENTÍFICA - CENDOTEC:

Bolsas de estudos para programas de graduação, doutorado, pós-graduação e docentes, nas áreas de Engenharia, Tecnologia, Educação/Formação de professores e Ciências Sociais.

www.cendotec.org.br



• COMISSÃO FULBRIGHT:

Bolsas para programas de "mestrado-sanduíche" (realizado uma parte no Brasil e outra no exterior) em educação ou comunicação.

www.fulbright.org.br



• CONSELHO BRITÂNICO - THE BRITISH COUNCIL:

Concessão de bolsas de estudos para programas de pós-graduação no Reino Unido em diversas áreas, exceto às de artes e línguas.

www.britishcouncil.org/brazil



• CONSELHO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS - CRUB:

Faz a divulgação de bolsas de estudo para pós-graduação, oferecidas por entidades nacionais e estrangeiras.

www.crub.org.br



• CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO - CNPq:

Concessão de bolsas, desde iniciação científica a pós-doutorado, no Brasil e no exterior.

www.cnpq.br



• COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR - CAPES:

Concessão de bolsas para programas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, no Brasil e no exterior.

www.capes.gov.br



• DAQUIPRAFORA:

Oferece serviços de consultoria para estudantes que desejam obter bolsas de estudo, acadêmicas ou esportivas, nos programas de graduação e pós-graduação de diversas universidades estadunidenses.

www.daquiprafora.com.br



• EDUCAFRO:

Concessão de bolsas de estudo para curso pré-vestibular para afrodescendentes e pessoas carentes, que também têm a chance de pleitear, pela instituição, bolsas integrais ou parciais em universidades parceiras da Entidade.

www.educafro.org.br



• EMBAIXADA BRITÂNICA NO BRASIL:

Divulgação de informações sobre cursos de graduação e pós-graduação, e de processos de bolsas de estudo (para programas de pós-graduação), empréstimos e doações para estudantes estrangeiros que queiram estudar no Reino Unido.

http://ukinbrazil.fco.gov.uk/pt/



• EMBAIXADA DA ARGENTINA NO BRASIL - PROGRAMA MUTIS:

Bolsas para programas de mestrado e especialização em universidades argentinas para diversas áreas.

www.brasil.embajada-argentina.gov.ar



• EMBAIXADA DA AUSTRÁLIA:

Bolsas para programas de pós-graduação, mestrado e doutorado. As bolsas devem ser solicitadas diretamente nas universidades australianas.

http://studyinaustralia.gov.au/Sia/pt/Home.htm



• EMBAIXADA DA ÁUSTRIA:

Divulgação de bolsas oferecidas por instituições austríacas.

www.austria.org.br



• EMBAIXADA DA ITÁLIA:

Concessão de bolsas para programas de graduação, pós-graduação, doutorado ou de estudo de língua italiana, para estudantes brasileiros ou italianos residentes no Brasil. Os candidatos devem conhecer a língua italiana e devem ser menores de 36 anos, com exceção dos candidatos que forem professores de italiano e que efetivamente desenvolvam a atividade de ensino deste idioma.

www.ambbrasilia.esteri.it/Ambasciata_Brasilia



• EMBAIXADA DO CANADÁ:

A Embaixada do Canadá administra bolsas, em diversas áreas, de seu Governo, inclusive para docentes e doutorandos, em parceria com o Conselho Internacional para Estudos Canadenses - ICCS/CIEC. Interessados devem entrar em contato diretamente com as universidades canadenses.

www.canadainternational.gc.ca/brazil/index.aspx?lang=pt



• EMBAIXADA DO JAPÃO NO BRASIL:

O Governo Japonês, por meio de seu Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia, oferece seis tipos de bolsas de estudo para brasileiros em universidades japonesas: a) pesquisa; b) graduação, c) escola técnica; d) cursos profissionalizantes; e) treinamento de professores; f) cultura e língua japonesa. as quatro primeiras bolsas são concedidas entre os meses de abril e junho e as duas últimas entre janeiro e fevereiro. Destacam-se os programas Fundação Japão e o JET Programme.

A Embaixada do Japão recebe inscrição somente dos candidatos residentes no Distrito Federal, e dos estados de Goiás e Tocantins. Os residentes dos demais Estados deverão entrar em contato com o Consulado Geral do Japão de sua região.

www.br.emb-japan.go.jp



• FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS - FINEP:

Concessão de financiamentos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, como pesquisas básicas, ou aplicadas, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos, etc.

www.finep.gov.br



• FUNDAÇÃO ALEXANDER S. ONASSIS:

Concessão de bolsas, na Grécia, para pesquisadores, estudantes doutores e professores estrangeiros que tenham como escopo estudar a língua, história ou cultura grega em diversas áreas do conhecimento.

www.onassis.gr



• FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA:

Concessão de bolsas para programas de pesquisa básica e aplicada, iniciação cientifica, instalação de recém-doutores e cursos de pós-graduação stricto sensu, de instituições paranaenses.

www.fundacaoaraucaria.org.br



• FUNDAÇÃO CEARENSE DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO - FUNCAP:

Concessão de bolsas, em instituições cearenses, para programas de iniciação cientifica, mestrado e doutorado, pesquisadores visitantes, dentre outros.

www.funcap.ce.gov.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FACEPE:

Concessão de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado, entre outras, para estudantes oriundos de instituições pernambucanas.

www.facepe.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE ALAGOAS - FAPEAL:

Concessão de bolsas para programas de iniciação científica, aperfeiçoamento/especialização, mestrado, doutorado e recém-doutores, pesquisador, pesquisador visitante, treinamento de técnico de apoio à pesquisa, em instituições alagoanas.

www.fapeal.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE MATO GROSSO - FAPEMAT:

Concessão de bolsas de estudos nas modalidades de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, e de apoio técnico, no Brasil e no exterior.

www.fapemat.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - FAPEMIG:

Concessão de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado, entre outras, para estudantes oriundos de instituições mineiras habilitadas na FAPEMIG.

www.fapemig.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO - FAPESP:

Concessão de bolsas para programas, desde iniciação científica a pós-doutorado, no Brasil ou no exterior.

www.fapesp.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DO PIAUÍ - FAPEPI:

Concessão de bolsas de estudo para programas de iniciação científica para estudantes piauienses do ensino médio, de desenvolvimento científico regional, gestão compartilhada em ciência e tecnologia em saúde, etc.

www.fapepi.pi.gov.br/novafapepi/home/



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FAPERJ:

Concessão de bolsas de iniciação científica, ou tecnológica, mestrado, doutorado, pós-doutorado, pesquisador, entre outras, para estudantes do Rio de Janeiro.

www.faperj.br



• FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FAPERGS:

Concessão de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado, entre outras, para cursos de instituições sul-rio-grandenses que ainda não tenham bolsas da CAPES e do CNPq.

www.fapergs.rs.gov.br



• FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO DISTRITO FEDERAL - FAPDF:

Concessão de bolsas de iniciação científica, de demanda espontânea, dentre outras, para pesquisadores que queiram realizar suas pesquisas no Distrito Federal.

www.fap.df.gov.br



• FUNDAÇÃO DE APOIO E DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL - FUNDECT:

Concessão de bolsas de estudo para programas de iniciação científica, mestrado e doutorado em instituições localizadas no Mato Grosso do Sul e para doutorado em outros Estados brasileiros, em áreas ou temas relevantes para o desenvolvimento científico, tecnológico, social ou cultural do Estado.

http://fundect.ledes.net



• FUNDAÇÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - FUNCITEC:

Concessão de bolsas para programas de iniciação científica, mestrado e doutorado e divulgação de abertura de outros editais de pesquisa.

www.funcitec.rct-sc.br



• FUNDAÇÃO FORD:

Concessão de bolsas de estudo para programas de mestrado stricto sensu e doutorado, no Brasil ou no exterior, relacionados a um dos campos de atuação da Fundação: a) desenvolvimento comunitário; b) financiamento para o desenvolvimento e segurança econômica; c) qualificação da força de trabalho; d) meio ambiente e desenvolvimento; e) artes e cultura; f) educação e ensino superior; g) mídia; h) religião, sociedade e cultura; i) sexualidade e saúde reprodutiva; j) sociedade civil; k) governo; l) direitos humanos.

www.programabolsa.org.br



• FUNDAÇÃO INTERNACIONAL MATSUMAE DO JAPÃO - MIF:

Concessão de bolsas para doutores brasileiros, pesquisadores e com idade até 40 anos, desde que os mesmos não tenham anteriormente permanecido no Japão por mais de duas semanas, nas áreas de ciência natural, engenharia e medicina, para programas com duração mínima de três meses.

www.mars.dti.ne.jp/~mif/index.html



• FUNDAÇÃO JAPÃO:

A Fundação Japão concede bolsas para estudiosos, nas áreas de cultura e ciências, que queiram desenvolver as suas pesquisas no Japão e promove diversos programas de auxílio, destinados às instituições e organizações referentes aos estudos japoneses, como também programas de intercâmbio intelectual tais como projetos de pesquisa colaborativa e diálogos que proporcionem o entendimento regional de questões globais. Todos os programas encerram suas inscrições no dia 1 de dezembro de cada ano (data para chegada do formulário devidamente assinado e preenchido na Fundação Japão).

www.fjsp.org.br



• FUNDAÇÃO KONRAD ADENAUER:

A cada 2 anos a Fundação, mediante aprovação de sua diretoria, abre seu programa de bolsas para estudantes brasileiros. O próximo está previsto para ocorrer em 2010.

www.adenauer.org.br



• FUNDAÇÃO NIEMAN PARA JORNALISMO EM HARVARD:

A cada ano a Fundação concede bolsas de estudo a 12 jornalistas estrangeiros selecionados, que tenham no mínimo 5 anos de experiência, para assistir aulas na Universidade de Jornalismo de Harvard e participar das atividades e programas da Fundação.

www.nieman.harvard.edu/NiemanFoundation.aspx#



• FUNDAÇÃO VOLKSWAGEN:

Fundação sem fins lucrativos e desvinculada da empresa Volkswagen, que concede bolsas para jovens pesquisadores, cientistas e instituições acadêmicas das áreas de ciências naturais, engenharia e economia.

www.volkswagen-stiftung.de



• GRADUATED WOMEN IN SCIENCE - GWIS:

Concessão de bolsas de estudos para mulheres cientistas, que sejam pesquisadoras da área de ciências naturais, em programas de graduação ou de pós-doutorado de universidades estadunidenses ou não. As candidaturas são sempre encerradas no 15º dia do mês de janeiro.

www.gwis.org



• HUBERT H. HUMPHREY FELLOWSHIP PROGRAM:

Concede bolsas de 10 meses para aperfeiçoamento profissional nos Estados Unidos, para quem ainda não tenha colado grau e que tenha no mínimo 5 anos de experiência trabalhista, em diversas áreas.

www.humphreyfellowship.org



• INSTITUTE OF INTERNATIONAL EDUCATION - IIE:

Concessão de bolsas de estudo para pesquisadores que desejem realizar seu doutorado em uma universidade estadunidense.

www.iie.org/Website/WPreview.cfm?WID=187



• INSTITUTO CAMÕES - PORTUGAL:

Concede bolsas de mestrado e doutorado para estudantes estrangeiros que queiram realizar seus estudos em Portugal e apóia também o estudo e a pesquisa na área da Língua e da Cultura Portuguesa.

www.instituto-camoes.pt



• INSTITUTO LING:

Oferece bolsas de estudos parciais, destinadas aos melhores cursos de MBA e LLM dos EUA e Europa.

www.institutoling.org.br



• INTERNATIONAL CENTRE FOR THEORETICAL PHYSICS - ICTP:

Divulgação de programas de bolsas de estudos para estudantes e/ou pesquisadores.

www.ictp.it/



• INTERNATIONAL DEVELOPMENT RESEARCH CENTER - IDRC:

Divulgação de informações sobre programas de bolsas de estudo e cursos para estudantes oriundos de países em desenvolvimento.

www.idrc.ca/lacro/



• INTERNATIONAL FOUNDATION FOR SCIENCE - IFS:

Concessão de apoio a pesquisadores, na área de gestão sustentável dos recursos naturais, oriundos de países em desenvolvimento.

www.ifs.se/



• JAPANESE INTERNATIONAL COOPERATION AGENCY - JICA:

Concede bolsas de estudos para intercâmbio no Japão e informações sobre cooperação técnica.

www.jica.org.br



• JOHN SIMON GUGGENHEIM MEMORIAL FOUNDATION:

Concessão de bolsas a intelectuais e artistas de comprovada qualificação, tanto em trabalhos de erudição quanto na criação artística, em pesquisas ou em criações artísticas.

www.gf.org/portug.html#top



• MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES - MRE:

Divulga informações sobre bolsas de estudo oferecidas por organismos internacionais, órgãos estrangeiros públicos e privados e agências estrangeiras de fomento ao desenvolvimento.

www.mre.gov.br



• NETHERLANDS FELLOWSHIP PROGRAMME - NFP:

O Programa Neerlandês de bolsas de estudo se dirige exclusivamente a profissionais, porém, o candidato não pode estar trabalhando em uma grande indústria, grande empresa, ou multinacional. Consiste de dois programas: a) academic programme: bolsas de estudo para mestrados e doutorados; b) training programme, bolsas de estudo para cursos curtos e tailor-made training.

www.mfa.nl/bra-pt



• ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS - OEA:

Concede bolsas de estudos para programas de mestrado, doutorado e de pesquisa de pós-graduação nos Estados membros e observadores da Organização.

www.educoea.org



• ROTARY CLUB:

Concede bolsas de estudos para programas de intercâmbio, graduação e pós-graduação em diferentes áreas no exterior.

www.rotary.org.br



• SERVIÇO ALEMÃO DE INTERCÂMBIO ACADÊMICO - DAAD:

Bolsas, nas diversas áreas do conhecimento, para programas de graduação, pós-graduação, doutorado, programas especiais ou interinstitucionais para brasileiros na Alemanha.

http://rio.daad.de



• SIGMA XI - THE SCIENTIFIC RESEARCH SOCIETY:

Concessão de apoio a estudantes, graduados ou não, em programas de pesquisa. As candidaturas são abertas duas vezes ao ano, encerrando-se no dia 15º dia dos meses de maio e outubro.

www.sigmaxi.org



• UNIVERSIA:

Divulga oportunidades de bolsas de estudos de diversas instituições e suas exigências para a candidatura.

www.universia.com.br



• UNIVERSIDAD DE ALICANTE:

Concede bolsas de estudos para estrangeiros graduados a nível superior que queiram estudar na Espanha, e em alguns casos para estudantes que estejam cursando o último ano de sua graduação.

www.ua.es



• UNIVERSITY OF EAST ANGLIA - UEA (REINO UNIDO):

Concessão de bolsas de estudos parciais (de 10% a 50%) para estudantes estrangeiros.

www.uea.ac.uk/international



• UNIVERSITY OF HELSINKI (FINLÂNDIA):

Oportunidades de bolsas de estudos para estudantes estrangeiros que tenham sido aceitos em um dos programas internacionais de mestrado da universidade.

www.helsinki.fi/university/index.html



• WWF-BRASIL:

Concede bolsas e apoio financeiro a pesquisas de mestrado e doutorado que versem sobre conservação ou manejo dos ecossistemas brasileiros, como o “Programa Natureza e Sociedade” e o programa de bolsas “Prince Bernhard”.

www.wwf.org.br

domingo, 22 de novembro de 2009

Cultive sua auto - estima

Cultive sua auto - estima

Em um mundo acelerado, hipercompetitivo, impulsionado pela tecnologia, o senso comum, bom senso e ética importam mais do que nunca, estamos no olho do furacão provocado pela crise do sistema capitalista. Em nenhum momento da história humana temos sido tão limitados por nossa matriz de capacidades ou tão contestados pelos nossos piores excessos. O conceito consumista de felicidade está falido. Um novo conceito está em construção. Para essa mudança, precisamos fortalecer os valores inclusivos e combater os valores excludentes, é necessário que nos reinventemos.

Uma das principais virtudes dos profissionais de sucesso é um nível de auto-estima saudável, capaz de gerar confiança em suas próprias habilidades.Esta resiliência, capaz de fazer com que o ser humano reaja mais rapidamente aos fracassos e frustrações é fruto da determinação individual e pode sim ser educada pela nossa vontade. Muitas pessoas acreditam que a auto-estima é uma parte fixa de nós não podemos mudar. Isso não é verdade Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos:

"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é
cruel e mau, o outro é muito bom.Os dois estão
sempre brigando."
Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros
ganharia a briga o sábio índio parou, refletiu e
respondeu:

"Aquele que eu alimento".


Tudo o que fazemos é fruto da inteligência e da vontade,mas o que move o homem é a vontade e não a inteligência, precisamos alimentar a nossa vontade para melhorar nossa auto-estima. Uma das características das pessoas que têm uma auto-estima saudável é que elas tendem a avaliar suas capacidades e realizações segundo parâmetros realistas, sem negá-las ou exagerá-las. As pessoas de auto-estima positiva também sofrem e sentem ansiedade de vez em quando. Mas elas não se detêm nesses momentos. Elas não prolongam seu medo ou dor, da mesma forma como quando adoecem, não se identificam com sua enfermidade. Para elas, o sofrimento não é a essência da vida. Se a nossa energia é gasta por estarmos preocupados com as nossas fraquezas nunca podemos estar totalmente presentes hoje e assim nós sacrificamos o nosso verdadeiro potencial para fazermos o nosso melhor.